Obras: .iscurso biographico do bacharel M.A. Alvares de Azevedo, por D.J. Monteiro. Fragmentos de cartas do autor ao Sr. Luiz Antonio da Silva Nunes. Lyra dos vinte annos. Poesias diversas. 2. Prosa. 3. Obras ineditas (Google eBook)

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B. L. Garnier, 1862
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Page 199 - Quanto, em noites de febre endoudecido, Minhas pallidas crenças duvidavão. Se uma lagrima as pálpebras me inunda, Se um suspiro nos seios treme ainda E' pela virgem que sonhei... que nunca Aos lábios me encostou a face linda! Só tu á mocidade sonhadora Do pallido poeta deste flores...
Page 131 - embalada!" Era um anjo entre nuvens d'alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bella! o seio palpitando... Negros olhos as pálpebras abrindo... Formas nuas no leito resvalando... Não te rias de mim. meu anjo lindo! Por ti — as noites eu
Page 328 - a primavera, A doirada estação dos meus amores ; Desfolhando da pallida coroa Do amor do filho a perfumada flor Na mão que o embalou, que o abençoa, Uma saudosa lagrima depor! • Suffocando a saudade que delira E que as noites sombrias me consome, O nome delia perfumar na lyra, De amor e sonhos coroar seu nome!..
Page 199 - Só levo uma saudade — é dessas sombras Que eu sentia velar nas noites minhas... De ti, ó minha mãe, pobre coitada Que por minha tristeza te definhas! De meu pai... de meus únicos amigos, Poucos — bem poucos — e que não
Page 291 - murmurei tremendo, Eo echo ao longe murmurou — é ella! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janella ! Dessas agoas furtadas onde eu moro Eu a vejo estendendo no telhado Os vestidos de chita, as saias brancas; Eu a vejo e suspiro enamorado! Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que
Page 198 - meu peito rebentar-se a fibra Que o espirito enlaça á dor vivente, Não derramem por mim nem uma lagrima Em pálpebra demente. E nem desfolhem na matéria impura A flor do valle que adormece ao vento : Não quero que
Page 182 - Ea sombra solitária que eu sonhava Languida como. vibração perdida • De roto bandolim... E agora o único amor... o amor eterno Que no fundo do peito aqui murmura E acende os sonhos meus, Que lança algum luar no meu inverno, Que minha vida no penar apura E
Page 235 - de donzella! E sem na vida ter sentido nunca Na suave attracção de um róseo corpo Meus olhos turvos se fechar de gozo! Oh! nos meus sonhos, pelas noites minhas Passão tantas visões sobre meu peito ! Pallor de febre meu semblante cobre,
Page 235 - meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos, Me ateia o sangue, me enlanguece a fronte. Um espirito negro me desperta, O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nácar da ventura Rolo tremendo
Page 131 - SONETO Pallida á luz da lâmpada sombria, Sobre o leito de flores reclinada, Como a lua por noite embalsamada, Entre as nuvens do amor ella dormia! Era a virgem do mar, na escuma fria Pela maré das

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