Flores de campo (Google eBook)

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Magalhãca & Monia, 1876 - 270 pages
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Page 165 - A vida é o dia de hoje, A vida é ai que mal soa A vida é sombra que foge, A vida é nuvem que voa ; A vida é sonho tão leve Que se desfaz como a neve E como o fumo se esvai...
Page 160 - Foi-se-me pouco a pouco amortecendo A luz que n'esta vida me guiava, Olhos fitos na qual até contava Ir os degraus do tumulo descendo.
Page 160 - Como os anjos do céu (se o não sonharam . . .) Quis mostrar-me que o bem bem pouco dura! Não sei se me voou, se ma levaram; Nem saiba eu nunca a minha desventura Contar aos que inda em vida não choraram . . . Ah!
Page 71 - Não sou eu tão tola, Que caia em casar ; Mulher não é rola, Que tenha um só par: Eu tenho um moreno, Tenho um de outra cor, Tenho um mais pequeno, Tenho outro maior. Que mal faz um beijo, Se a.penas o dou, Desfaz-se-me o pej«, E o gosto ficou?
Page 162 - O symbolo de amor que as almas prende, Me dizia ... o que ás mais dizer não ouço ; Quando, se negra nuvem me espalhava Por sobre o coração algum desgosto, Conchegando-me ao seu...
Page 168 - Inda has-de ouvir a voz que ouviste um dia. . . Como a sua Leonor inda ouve o Tasso. . . Dante, a sua Beatriz ! — Nunca! responde a folha que o outono, Da haste que a sustinha a mão abrindo, Ao vento confiou ; — Nunca! responde a campa onde do somno E quem talvez sonhava um sonho lindo, Um dia despertou!
Page 74 - Boas tardes, caçador! — Sumiu-se-me a perdigueira Alli n'aquella ladeira; Não me fazeis o favor De me dizer se a bréjeira Passou aqui a ribeira? «Olhe que d'essa maneira Até um dia, senhor, Perdereis a caçadeira, Que ainda é perda maior.
Page 117 - Árida palma Tem seu licor; Tem, como a alma Tem seu amor; Tem, como a hera Tem seu abril ; Tem, como a fera Tem seu covil. Tem toda a planta, Que o sol...
Page 168 - Senhor ! Ah! quando n'uma vista o mundo abranjo, Estendo os braços, e, palpando o mundo, O céo, a terra eo mar vejo a meus pés ; Buscando em vão a imagem do meu anjo, Soletro á froixa luz...
Page 11 - Despe o luto da tua soledade E vem junto de mim, lirio esquecido Do orvalho do céo! Tens nos meus olhos pranto de piedade, E se és, mulher! irmã dos que hão sofírido, Mulher ! sou irmão teu.

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