A câmera

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Editora SENAC São Paulo, 2006 - 204 pages
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Ansel Adams (1902-1984), nome de inclusão obrigatória em toda História da Arte Fotográfica que seja escrita, além de verbete de muitas enciclopédias, escreveu um clássico mundial que hoje tem validade de 'bíblia' para muitos profissionais. Trata-se da trilogia A câmera, O negativo e A cópia. Primeiro título da série, 'A Câmera' ocupa-se do equipamento fotográfico e vai além, introduzindo o conceito de visualização - um modo de enxegar a imagem na mente antes da exposição. Visualizar, para Adams, pressupõe a total liberdade de expressão do fotógrafo, base de sua criatividade. Com domínio absoluto da técnica e de muitos aspectos da arte, Adams conduz o leitor no sentido de que, entendendo as potencialidades da fotografia, faça surgir sua 'criatividade' e seu 'estilo'.

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Para Adams mais importante que o acompanhamento tecnológico da evolução das cameras fotográficas é a abordagem do que é fotografia. Ele parte de um fundamento, o conceito de vizualização: a projeção da imagem antes mesmo da exposição. Esta atitude garante ao fotógrafo a liberdade de expressão artística. Adams sugere a importância da técnica e sua ligação com a criatividade em fotografia. O desafio que se coloca para o fotógrafo é o de dominar seu meio de expressão e não importando o equipamento ou tecnologia conseguir promover seus objetivos criativos.
A camera de orifício
É a mais simples das cameras. Consiste de um compartimento vedado à luz com um orifício em uma parede e um papel sensível à luz na parede oposta. Neste tipo de camera não se foca a luz, assim a qualidade da imagem é dada pelo tamanho do orifício. Quanto menor o tamanho do orifício menor serão os círculos que serão projetados no papel sensível. A distância entre o orifício e a parede oposta fazem relação com a intensidade de luz (quanto mais perto maior a intensidade) e com a geometria ( mais perto = maior ângulo). O orifício deve ser feito em um material bem fino para evitar vinhetas na imagem projetada. O melhor seria uma fina folha de ouro ou de alumínio.
Cameras 35mm de visor direto
pros= mais fácil de focalizar, disparo silencioso, vê-se a imagem todo o tempo, inclusive durante o disparo, mais compactas
contra= paralaxe (visor fica distante da objetiva e não se "vê" exatamente o que se fotografa
Reflex
Prós= se vê exatamente o que se fotografa, inclusive com outros tipos de lentes (tele, zoom)
contra= black out no momento do click
Automação pode levar a resultados satisfatórios ou insatisfatórios e jamais poderão substituir a sensibilidade criativa e o discernimento do fotógrafo.
Médio formato
A imagem ganha qualidade com o aumento do tamanho do negativo. As cameras podem ser twin reflex, monoreflex (Rolley, Hasselblad)
Grande formato
Aumento da qualidade da imagem por conta do aumento da área do negativo (4x5, 8x10') Trilhos, basculante...
Objetivas
Coletam luz na área frontal e focalizam a luz num plano.
Variação da distância focal. A distância focal é proporcional ao tamanho do objeto. As escalas de profundidade de campo informam em quais distâncias as imagens estariam "razoávelmente nítidas" Também é possível utilizar as escalas para fazer o trabalho ao contrário: Para que tudo entre as distâncias de 2 e 10 metros fique "razoavelmente nítidao" utiliza-se a escala para saber qual abertura utilizar.
Obturadores
permitem a passagem de luz da objetiva até o filme.
Exposição se da pela fórmula E=it intensidade x tempo.
Logo a abertura esta relacionada à intensidade de luz que chega ao filme.
Controle da Imagem
O processo de visualização discutido exige que se entenda como a camera vê. Isto é compreender como o processo camera - filme - revelação modifica o objeto para prever as transformações que ocorrem em cada estágio sequência.
 

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