Balada para as meninas perdidas

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Edicoes GLS, Jan 1, 2003 - 161 pages
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'Balada Para As Meninas Perdidas' conta a história de duas grandes amigas, Lelê e Belzinha, que já foram namoradas e se divertem saindo todas as noites para as baladas lésbicas da cidade à procura de sexo e aventuras amorosas. Uma terceira personagem, enigmática, aparece para agitar ainda mais a vida das duas amigas. Esta personagem misteriosa volta para a balada aos 40 anos para tentar resgatar a própria juventude, situação inspirada levemente na fábula de Peter Pan.
 

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FOLHA DE S.PAULO - ILUSTRADA - São Paulo, terça-feira, 04 de novembro de 2003
BALADA PARA AS MENINAS PERDIDAS
(resenhado por SÉRGIO DÁVILA)
Sexo, música e verossimilhança embalam Vange Leonel
Apenas uma amostra da pressão que sofre a escritora, música e colunista da Folha Vange Leonel num mundo como este pode ser vista na segunda página de seu novo romance, "Balada para as Meninas Perdidas", que é lançado hoje em São Paulo. Está lá, na ficha de catalogação: "1. Lesbianismo; 2. Romance Brasileiro". Ou seja, a obra é catalogada primeiro como "lésbica" e depois como "romance"
Pois este é o primeiro erro que se pode cometer ao abrir este livro. "Balada" é antes de tudo uma boa história, contada de maneira original e interessante, fosse sobre jardinagem, o lançamento da primeira cadela no espaço ou a relação entre duas grandes amigas e ex-namoradas, Lelê e Belzinha, como é o caso aqui.
Lelê é uma "women eater", Belzinha está com dor-de-cotovelo, as duas saem todas as noites na cena lésbica paulistana, em busca de sexo, amor e amizade, não necessariamente nessa ordem. Conhecem Wendy (Vange?) na boate Neverland, personagem enigmático, de 40 anos, que resolve voltar à noite em busca do tempo perdido.
Três aspectos se destacam em "Balada para as Meninas Perdidas". O primeiro é a riqueza com que as cenas de sexo são retratadas, nem todas publicáveis. "(...) um amor invisível, prazer, prazer, tudo ensopava, amor cego, invisível, coração batendo forte, prazer, prazer, até que um calor subiu do sexo à garganta, e então Belzinha gozou, gozou e gozou, três vezes em uma." Ufa!
O segundo é a trilha sonora que acompanha a história, listada na última página pela jornalista Cilmara Bedaque, inspirada talvez pelos textos do britânico Nick Hornby.
Vai de "a", de Alanis Morissette, a "ípsilon", de Yoko Ono, passando por nomes mais óbvios e clássicos como Billie Holiday, Janis Joplin, kd lang e t.A.T.u. e surpresas como Exene Cervenka e Hope Sandoval.
A terceira, e mais importante, é a verossimilhança com que vivem as duas amigas e seus casos, amores, amigas, noites e baladas, principalmente para quem mora em São Paulo. Observe as duas meninas rindo de mãos dadas naquela mesa ao lado, nesta noite de domingo no Ritz da alameda Franca. Podem muito bem ser Lelê e Belzinha.
Balada para as Meninas Perdidas
Autora: Vange Leonel
Editora: Edições GLS
 

Contents

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