Missao Fotografica. Paisagem Transgénica

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Leya, Jul 23, 2012 - Architecture
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Este texto apresenta duas linhas de considerações. Por um lado, a que enquadra a exposição Missão Fotográfica: Paisagem Transgénica no programa de Arte e Arquitetura da Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, procurando explicar a razão e o posicionamento do projeto na estrutura programática do evento; e, por outro lado, apresentar, ainda que de forma sucinta, uma leitura possível do processo e resultados do trabalho dos fotógrafos convidados, em função do que me parecem ser as derivações mais interessantes desta disciplina na contemporaneidade. Em relação à primeira, gostaria de dizer algumas palavras sobre como, num programa que se estrutura de forma extrínseca (ou seja, um programa que partiu de pressupostos críticos para a composição do seu alinhamento), as disciplinas artísticas e o seu confinamento se afiguraram, desde o primeiro momento, como redundantes enquanto princípios geradores de linhas programáticas. Portanto, pensar em realizar uma exposição de fotografia não faria sentido. Mas, parecia fazer todo o sentido pensar uma exposição que procurasse demonstrar que, ao invés, é possível considerar a fotografia como uma derivação disciplinar que confira dimensões processuais e de representação menos comuns à sua génese e propósito. O projeto insere-se no Ciclo Escalas e Territórios, que se propõe debater problemáticas da paisagem enquanto produto e suporte das práticas culturais. Estas problemáticas, sempre abordadas a partir do contexto em que trabalhamos, o Concelho de Guimarães, encontram outras formas de localização e posicionamento num debate muito mais alargado sobre o papel da arte e da cultura nos territórios pós-industriais da Europa e do mundo pós-colonial e, por isso, as movimentações centrípetas e centrífugas a partir deste contexto interessam-me, tal como interessaram e estão subjacentes aos convites feitos pelos comissários de Missão Fotográfica, Pedro Bandeira e Paulo Catrica.
 

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