Nem do morro, nem da cidade: as transformações do samba e a indústria cultural (1920-1945)

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Annablume, 2005 - Civilization, Modern - 281 pages
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Leve e densa, oscilando entre a diversão e a tensão - elementos dados pela própria linguagem do samba -, esta análise, que se fez em meio a notas musicais, rimas e refrãos, traduz o embate entre o tradicional e o moderno, entre a 'cidade civilizada' da Avenida Rio Branco e a 'Pequena África' encravada na ondulação dos morros, entre o sambista 'bem comportado' e bem trajado a 'redimir' o samba e o sambista 'marginal', de chinelos e camiseta, imagem da favela, da negritude e da malandragem, síntese de seu "desprestígio". Numerosas porque necessárias, as aspas são reveladoras de que nos bastidores do samba travava-se uma árdua luta, sem choro nem vela por reconhecimento social e valorização comercial da música que era entendida como símbolo da brasilidade. Esse processo, de construção ideológica do samba como ritmo nacional, acabaria deixando a praça, o terreiro e os malandros para trás. O samba perdia a humildade, penetrava no Municipal, transpunha as fronteiras nacionais, como lembra a inspirada parceria de Cartola e Carlos Cachaça.
 

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Contents

Apresentação
11
Introdução
19
Bibliografia e Fontes
25
a Os anos de 1920
29
b Os anos 193045
51
O Samba e o Carnaval
93
b A Festa do Carnaval
114
c O Samba e o Carnaval uma oportunidade única
127
O mercado musical a indústria cultural
137
b Pelas ondas do semeio
166
De que samba falavam os sambas e sambistas
201
b O samba é carioca 224
251
Considerações finais
267
a Fontes
271
Copyright

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