O nobre sequestrador

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Editora Record, Oct 11, 2011 - Fiction - 256 pages
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Em O nobre sequestrador, Antônio Torres conta a história de René Duguay-Trouin, corsário francês e personagem de muitas aventuras cuja espada submeteu navios, sequestrou cidades, intimidou vontades e conquistou corações. Depois do sucesso de Meu querido canibal — vencedor do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura em 2001 —, cujo personagem principal era o emblemático Cunhambebe, Antônio Torres não resistiu pesquisar sobre a vida de outra figura importante mas muitas vezes esquecida na história do Rio de Janeiro. “Esse audaz corsário de Luiz XIV, que encheu o Rio de terror e medo. Corri mundos e fundos atrás das suas trilhas, fui duas vezes à terra dele, Saint-Malo, que fica na Bretanha francesa e também a La Rochelle, de onde Duguay-Trouin partiu.”, revela o autor. René Duguay-Trouin, um dos mais audazes personagens de seu tempo, chegou ao Brasil numa esquadra de 18 navios, com quase 6 mil homens e 700 canhões, para saquear o ouro que era embarcado no Rio de Janeiro e seguia para Portugal. Executou o plano com sucesso e tomou a cidade como refém durante cinquenta dias, enquanto aguardava o pagamento do resgate para devolvê-la a seus habitantes, depois de encher os navios com o ouro carioca para partir, deixando-a dilapidada. A bem-sucedida invasão de Duguay-Trouin funcionou como vingança pessoal para ele — um ano antes, um outro corsário francês, Jean-François Duclerc, tentou invadir o Rio, com cinco navios e mil homens, mas fracassou, terminando preso e assassinado misteriosamente —, além de representar um grande lucro para a França. As motivações de Duguay-Trouin eram bem mais amplas que as do corsário que o antecedeu. Pretendia deslocar o eixo da Guerra de Sucessão Espanhola da Europa, já que a França, que se batia nos mares contra uma poderosa coalizão formada por oito países, vinha sofrendo muito naquela guerra. Com a marinha agonizante, atacar o Rio seria uma maneira de eliminar os inimigos da França aos poucos, pelas beiradas.
 

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Contents

Por mais que eu olhe nunca avisto Niterói
As ruas como escola
O mar como castigo
Falemos de mulheres
Corsários não mandam flores
Rio de Janeiro terra boa de arrasar
Herói na sombra
SaintMalo para principiantes
INTERVALO
Esta viagem
Diário do assalto
Os dias seguintes
Quando Deus me fez e depois
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About the author (2011)

Antônio Torres nasceu na pequena cidade de Junco (hoje Sátiro Dias), no interior da Bahia, no dia 13 de setembro de 1940. Ainda menino, mudou-se para cidades maiores para estudar e foi parar em Salvador, capital baiana, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Aos 20 anos, transferiu-se, para São Paulo, empregando-se no diário Última Hora. Lá mudou de ramo e passou a trabalhar em publicidade. Viveu por três anos em Portugal e atualmente mora no Rio de Janeiro. Aos 32 anos, Antônio Torres lançou seu primeiro romance, Um cão uivando para a Lua, que causou grande impacto, sendo considerado pela crítica “a revelação do ano

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