O suicida feliz

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Editora Planeta do Brasil, 2005 - 229 pages
Paulo Nogueira, radicado em Portugal há cerca de 20 anos, disserta neste livro sobre o mundo do espetáculo e o dos espectadores. E também sobre o mundo do trabalho intelectual versus o mundo do trabalho manual. Ou o mundo da fé, representado por Ricardo Antunes, em oposição ao do cinismo, representado por Alexandre Pinheiro. Ricardo Antunes é um barbeiro - ótimo pretexto para Nogueira falar das diferenças entre os universos masculino e feminino - que, a caminho do hospital onde sua mulher acaba de dar à luz o seu primeiro filho, bate o carro contra qualquer coisa e despista-se. Verificará que 'a coisa' era, na verdade, um homem. Em pânico, decide fugir ao ser interpelado pela polícia, preferindo imaginar que o homem já devia estar ali caído, atropelado e morto, por um condutor prévio. Sua filha, ele descobrirá depois, tem síndrome de Down e ele vai encarar a doença como vingança do destino. Em paralelo a esta história, corre a de Alexandre Pinheiro, um homem que escreve roteiros de humor para a televisão - e é este humorista o 'Suicida Feliz'. A certa altura, ele começa a se questionar e conclui que vendeu a alma ao diabo, porque desperdiçou seu talento num meio que despreza. Seu humor torna-se cada vez mais ácido e ele vai confessando ao seu diário - no meio de sucessivas anedotas e graçolas fúnebres, como se já nem na intimidade da sua solidão conseguisse despir a pele do espetáculo - a intenção de se suicidar.

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