Obras de Luiz de Camões: Redondilhas. Comedias

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Imprensa nacional, 1860
 

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Passagens mais conhecidas

Página 10 - Que, quando a muita graveza de saudade quebrante esta vital fortaleza, antes moura de tristeza que, por abrandá-la, cante. Que se o fino pensamento só na tristeza consiste, não tenho medo ao tormento: que morrer de puro triste, que maior contentamento...
Página 82 - Desta sorte Leonor Suspende de quando em quando Sua dor e, em si tornando, Mais pesada sente a dor. Não deita dos olhos água, Que não quer' que a dor se abrande Amor, porque em mágoa grande Seca as lágrimas a mágoa.
Página 8 - De esperança em esperança E de desejo em desejo; Mas, em vida tão escassa, Que esperança será forte? Fraqueza da humana sorte: Que quanto da vida passa Está recitando a morte!
Página 16 - Que já a carne na alma fez. E beato quem tomar Seus pensamentos recentes E em nascendo os afogar, Por não virem a parar Em vícios graves e urgentes; Quem com eles logo der Na pedra do furor santo E, batendo, os desfizer Na Pedra, que veio a ser Enfim cabeça do Canto.
Página 12 - Que só se deve de amar. Que os olhos, ea luz que ateia O fogo que cá sujeita, Não do sol, nem da candeia, É sombra daquela ideia Que em Deus está mais perfeita.
Página 6 - Vi aquilo que mais vai, que então se entende milhor quanto mais perdido for; vi o bem suceder mal, eo mal, muito pior. E vi com muito trabalho comprar arrependimento; vi nenhum contentamento, e vejo-me a mim, que espalho / tristes palavras ao vento.
Página 14 - E se eu mais der a cerviz a mundanos acidentes, duros, tiranos e urgentes, risque-se quanto já fiz do grão livro dos viventes. E, tomando já na mão a lira santa, e capaz doutra mais alta invenção, cale-se esta confusão, cante-se a visão de paz.
Página 7 - Assi, despois que assentei que tudo o tempo gastava, da tristeza que tomei nos salgueiros pendurei os órgãos com que cantava.
Página 485 - ... a ajuda celeste contra ti prevalecer, e te vier a fazer o mal que lhe tu fizeste; Quem com disciplina crua se fere mais que...
Página 112 - Amor me forzó todo de amor, cual me veo, en las leyes que me dio, el mirar me consintió, y defendióme el deseo. Mas el alma, como injusta, en viendo tal perfección, dio al deseo ocasión: y pues quebré ley tan justa, justa fue mi perdición. Mostrándoseme el Amor más benigno que cruel, sobre tirano, traidor, de celos de mi dolor, quiso tomar parte en él.