Paulo Mendes da Rocha: projetos 1957-1999

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Cosac Naify, 2006 - Architecture - 239 pages
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Este livro reúne os temas recorrentes da obra de Paulo Mendes da Rocha - o território, a técnica e a cidade. Traz os projetos selecionados pelo próprio Paulo Mendes, que assina também os textos introdutórios de cada parte do livro, com breves descrições sobre a gênese e resolução de cada projeto. Complementam o volume os memoriais redigidos por Guilherme Wisnik, que descrevem e contextualizam os projetos apresentados. A primeira parte, 'América, arquitetura e natureza', trata da relação entre arquitetura e território. Segundo Paulo Mendes da Rocha, o território orienta o projeto, o projeto humaniza a natureza. Exemplificando seu modo de conceber a ação sobre o espaço estão os projetos para a Biblioteca do Rio de Janeiro, que estabelece um diálogo sutil com a cidade ao ser construída em subsolo; os planos para a recuperação da Baía de Vitória, no Espírito Santo; ou, ainda, os Reservatórios Elevados em Urânia e a Cidade Porto Fluvial do Tietê, ambos no interior de São Paulo. Em 'Genealogia da imaginação', o arquiteto aborda o poder transformador da técnica. O encanto com a capacidade do engenho humano mobilizou-o em sua concepção de projetos audaciosos, como o do Ginásio do Clube Paulistano ou o Terminal Rodoviário de Goiânia. A busca do recurso tecnicamente perfeito guiou-o também em suas obras para o Pavilhão da Expo 70 de Osaka, no Japão, em que a articulação da estrutura é prevista para resistir a abalos sísmicos, ou a loja Forma, cuja escada metálica retrátil serve ao mesmo tempo como acesso ao piso suspenso e como fechamento do edifício. Em 'A cidade para todos', terceira e última parte do livro, destacam-se os projetos da Grota da Bela Vista, do Poupatempo de Itaquera, em São Paulo, e do Conjunto Habitacional Zezinho Magalhães Prado, em Guarulhos, cujo princípio de pré-fabricação inspirou a casa Gerassi. A cidade deve constituir uma estrutura de amparo à vida, levando em conta suas várias dimensões - habitação, comércio, serviços, transporte, lazer e trabalho. A arquitetura, para Paulo Mendes, modificadora do espaço e da paisagem, deve atender social e esteticamente as necessidades humanas.

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