Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão

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Summus Editorial, 1992 - Behavior genetics - 115 pages
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Três professoras da Universidade de São Paulo, da área de psicologia do desenvolvimento e aprendizado, analisam substantivos em psicologia à luz das teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon. Entre eles, os fatores biológicos e sociais no desenvolvimento psicológico e a questão da afetividade e da cognição.
 

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O livro trata de teorias psicogenéticas pela visão de Jean Piaget, Lev Semenovich Vygotsky e Henri Wallon. Aprofunda-se mais precisamente em seus fatores biológicos, sociais, afetivos e cognitivos.
Yves de La Taille apresenta a teoria de Piaget, defendendo a visão do mesmo do homem enquanto ser social e da sua capacidade de interação de valores éticos da igualdade, da democracia ao processo de desenvolvimento.
Já Marta Kohl de Oliveira apresenta a teoria de Vygotsky, onde defendendo a idéia do mesmo de que o ser humano é um ser biológico que se constitui na sua relação com o outro e da importância cultural história no desenvolvimento das pessoas.
Heloísa Dantas defende as idéias de Wallon, apresentando suas concepções do ser humano como ser organicamente social, necessitando da intervenção cultural para se atualizar, salientando que seu ponto de partida para suas observações foi os estudos sobre patologias.
É através dessas concepções que o livro desenvolve-se, numa constante análise das teorias desses pensadores sobre os vários fatores citados mais acima, partindo dos pressupostos defendidos por eles.
A perspectiva de Piaget segundo Yves de La Taille
Yves de La Taille apresenta as idéias de Piaget mostrando que o mesmo defendia a idéia de que o homem não vive só e de que o social interfere nas capacidades humanas.
Segundo Piaget o ser social adulto é diferente do ser social criança e divide o desenvolvimento social em fases. Inicialmente a criança passa pelo estágio sensório-motor onde ainda não tem capacidade de uma socialização da inteligência. Logo após vem o estágio pré-operatório onde já há trocas sociais, porém ainda limitadas, nessa fase a criança é incapaz de se por no ponto de vista do outro (fase do pensamento egocêntrico). É somente a partir do estágio operatório que as trocas intelectuais começarão a se efetivar com equilíbrio, e é nessa fase que, como chama Piaget, a criança alcançará a personalidade.
É importante falar que no estágio pré-operatório não há a noção de reversibilidade, capacidade esta que só será alcançada nos estágios operatório concreto e formal.
É também apresentado da idéia de Piaget, que nem todas as relações sociais favorecem ao desenvolvimento e distingui dois tipos de relações sociais: a coação e a cooperação. A primeira representa o nível mais baixo de socialização, uma vez que sempre haverá intervenção de uma autoridade na relação social, e representa um caráter castrador e dominador na vida da criança. Já o segundo, a cooperação, representa o mais alto nível de socialização, onde há trocas de idéias e promoção do desenvolvimento.
Sobre essas duas relações Yves de La Taille vem nos falar: “Em resumo, a cooperação é um método (grifo meu). Ela é possibilidade de se chegar a verdades. A coação só possibilita a permanência de crenças e dogmas” (1992:20).
Os conceitos de Piaget sobre moral também são apresentados no livro, e para desenvolver seus estudos Piaget pesquisou sobre regramento de jogos com crianças e seus resultados foram divididos em três etapas. A 1ª anomia que vai até a idade de cinco anos onde ainda não seguem regras coletivas, a 2ª heteronomia que vai até os 9 anos e já há um interesse em participar de atividades coletivas, porém ainda não concebe as regras necessárias para manter a harmonia em grupo. E por fim a terceira etapa, que se dá a partir dos nove anos, e onde a criança começa a dar importância as regras.
Em cima dessas hipóteses Piaget formulou a idéia de que a formação de juízo moral segue essas as mesmas fases, para verificar essa veracidade iniciou a pesquisa em função dos interesses morais das crianças. Através destas chegou numa primeira fase de juízo moral chamado por ele de realismo moral correspondente a heterônomia. Mais a frente passa para a fase de autonomia moral.
Piaget também fala de justiça no desenvolvimento moral, entretanto, no livro, Yves limita-se a citar 3 tipos de
 

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Contents

II
11
III
23
IV
35
V
45
VI
47
VII
75
VIII
85

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