Revista universal Lisbonense

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Imprensa Nacional, 1846
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Passagens mais conhecidas

Página 148 - Ora, sem sair dos barões e tornando aos frades, eu digo que nem eles compreenderam o nosso século, nem nós os compreendemos a eles... Por isso, brigámos muito tempo; afinal, vencemos nós, e mandámos os barões a expulsá-los da terra. No que fizemos uma sandice como nunca se fez outra, O barão mordeu no frade, devorou-o... e escouceou-nos a nós depois. Com que havemos nós agora de matar o barão? Porque este mundo ea sua história é a história do «castelo do Chucherumelo».
Página 375 - Fui-lhe pôr a cea , muito bem ceava ; A cama lhe fiz, n'ella se deitava. Dei-lhe as boas noites, não me replicava...
Página 90 - Ha um vago, um indeciso, um vaporoso n'aquelle quadro que não tem nenhum outro. Não é o sublime da montanha, nem o augusto do bosque, nem o ameno do valle.
Página 137 - Os olhos de Joaninha eram verdes... não daquele verde descorado e traidor da raça felina, não daquele verde mau e destingido que não é senão azul imperfeito, não; eram verdes-verdes, puros e brilhantes como esmeraldas do mais subido quilate.
Página 214 - ... em que o gemer das selvas é profundo e longo; em que a soledade das praias e ribas fragosas do oceano é absoluta e tétrica. Era a hora em que o homem está recolhido nas suas mesquinhas moradas; em que pelos cemitérios o orvalho se pendura do topo das cruzes e, sozinho, goteja das bordas das campas; em que só ele chora os mortos.
Página 147 - ... o mesmo. Além disso o convento no povoado eo mosteiro no ermo animavam, amenizavam, davam alma e grandeza a tudo : eles protegiam as árvores, santificavam as fontes, enchiam a terra de poesia e de solenidade.
Página 234 - As últimas folhas das árvores caiam; o céu, nublado e negro, vertia sobre a terra apaulada torrentes grossas de água; a cheia alagava os baixos, e as terras altas cobriam-se de ervas maninhas; os trabalhos da lavoura cessavam; o gado e os pastores fugiam, e os soldados de um e de outro campo cortavam as oliveiras seculares.
Página 90 - A doçura que mete na alma a vista refrigerante de uma jovem seara do Ribatejo nos primeiros dias de Abril, ondulando lascivamente com a brisa temperada da Primavera, — a amenidade bucólica de um campo minhoto de milho...
Página 148 - ... tímido e acanhado do que noutra parte se faz ou diz? Onde estão as academias? Que palavra poderosa retine nos púlpitos? Onde está a força da tribuna? Que poeta canta tão alto que o ouçam as pedras brutas e os robres duros desta selva materialista a que os utilitários nos reduziram?
Página 148 - Ora eu, que sou ministerial do Progresso, antes queria a oposição dos frades que a dos barões. O caso estava em a saber conter e aproveitar. O Progresso ea Liberdade perdeu, não ganhou. Quando me lembra tudo isto, quando vejo os conventos em ruínas, os egressos a pedir esmola e os barões de berlinda, tenho saudades dos frades — não dos frades que foram, mas dos frades que podiam ser.

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