Zôo imaginário

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Escrituras, 2005 - 63 pages
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 Zoo Imaginário (selo Escrituras) reúne cerca de 20 poemas inéditos e outros tantos éditos extraídos de livros anteriores do autor, o jornalista e professor Sérgio de Castro Pinto.


“Em Zoo Imaginário, ocorre-me chamar a atenção para o apelo monocromático, mas no qual a cor única consegue conter todas as outras, nunca desprezadas, como no poema do leão, a juba.: ‘sol de pêlos / ao redor / da cabeça, // a fulva juba flameja: // estrela / de primeiríssima / grandeza!’ Aqui chama-me atenção o uso do superlativo como elemento surpresa.


“Ao contrário do mestre João Cabral, que nega a música, embora a construa, Castro Pinto vai direto ao ouvido do leitor, assumindo-a na linguagem e na metalinguagem: ‘As cigarras // são guitarras trágicas. // plugam-se/se/se/se / nas árvores / em dós sustenidos. // kipling recitam a plenos pulmões. // gargarejam / vidros / moídos. // o cristal dos verões.’


“No poema a girafa (II), Castro Pinto esgrima o epigrama com ironia, sarcasmo e uma meiga memória afetiva, que transporta o leitor aos recantos mais úmidos e agradáveis de sua vida pregressa. Irreverente, sem perder a ternura, e conciso, sem perder a graça, o poema, uma vez mais, falará melhor das próprias qualidades, ao ser exibido diretamente a seus olhos neste espaço introdutório. Então, vamos lá: ‘a girafa é girassol, / a girafa é de lua, / não gira bem. // é top model, / é audrey hepburn, / olhem o pescoço / que a girafa tem!’.

“Eu diria que a impressão que a leitura deste livro me causou foi a de estar numa festa, uma boda, o ‘casamento da raposa com o rouxinol!’ Núpcias da sagacidade com a sensibilidade, da precisão com a graça.”



do prefácio do jornalista José Nêumanne

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