A imprensa carnavalesca no Brasil: um panorama da linguagem cômica

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Hedra, 2000 - Language Arts & Disciplines - 215 pages
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Com um misto de erudição e graça, Tinhorão - após a leitura de mais de 200 publicações carnavalescas, como as 'Farpas fenianas', 'O azucrim', 'O diabo da meia-noite', 'O philomomo', 'O facho da civilização'... - retrata os momentos dessa história em que o riso foi instrumento para corrigir os costumes - 'ridendo castigal mores'. E assinala que, antecipando as formulações de Bakhtin sobre o contexto de Rabelais, um jornal de sociedade carnavalesca no Brasil já propunha a 'carnavalização da república'. Da Idade Média ao Carnaval brasileiro, diversas formas de fazer rir viriam a se transformar em literatura, com a domesticação de sua malícia, e a constituir a tradição da imprensa carnavalesca no Brasil, cuja espirituosidade viraria cinza com o fascínio da modernização.

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